Bariloche no inverno: as melhores dicas de turismo e roteiro

Todas as dicas para aproveitar o inverno em Bariloche ao máximo. Quando tem neve, o que vestir, o que fazer, onde comer…

Calle Mitre e Centro Cívico em Bariloche. Foto: @agosnaa

O que você vai saber neste Guia de Inverno em Bariloche

Preparamos este guia de inverno para orientar você que vai viajar nesta época. Algumas dicas: você pode usar o sumário abaixo para ir direto a um tema se preferir. E não esqueça de enviar um email para nossa equipe em atendimento@barilocheparabrasileiros.com.br para começar a planejar sua viagem com a nossa ajuda, receber nosso conteúdo exclusivo e ficar por dentro de tudo.

Inverno em Bariloche – Resumo

Quando: de 20 de junho a 22 de setembro.

Atrativos: belas paisagens; atividades de neve; ski, snowboard; snowmobile e quadriciclos; contato com a natureza; gastronomia.

Meses: junho (final), julho, agosto, setembro (começo).

Porque viajar a Bariloche no inverno

Essa é a pergunta mais fácil e mais óbvia que já tivemos que responder aqui no blog. Por que viajar a Bariloche no inverno? Para a grande maioria dos brasileiros tudo se justifica com uma palavra: neve. Mas, claro, é muito mais.

Neve e belíssimas paisagens. Nunca subestime os panoramas deslumbrantes que esta neve pode cobrir em Bariloche. O inverno com todo o seu grande agito, é também uma estação para contemplar todos os encantos de uma natureza que não temos no Brasil. Neve, clima, natureza, paisagens, tudo diferente.

Neve e muita diversão. Ver neve é voltar a ser criança, não importa a idade. E a neve nos proporciona muita diversão. Seja das mais infantis, como os anjinhos na neve, bonecos de neve, bolas de neve e skibunda até os “brinquedinhos de adultos”, como as motoneves (snowmobiles) e quadriciclos.

Neve e esporte. Ski alpino, ski nórdico, snowboard. E não importa se você é principiante ou se já tem alguma intimidade com os esportes de inverno.

Neve também é refugiar-se. Comer e beber muito bem em diversos dos restaurantes, chocolaterias, pubs e refúgios que Bariloche oferece.

Foto: Bruno Grande.

Quando tem neve em Bariloche?

O inverno em Bariloche, em todo o hemisfério sul, começa no dia 20 de junho e vai até 22 de setembro. Mas o inverno e a alta temporada não coincidem completamente. A alta temporada começa oficialmente no dia 1 de julho e vai até o dia 31 de agosto.

Se a sua prioridade é neve e atividades de neve, a alta temporada é a época com mais chances de apreciar tudo isso com as melhores condições e maior volume de neve nas montanhas. Também com mais chances de ver nevar, seja na montanha (mais fácil), seja na cidade (mais difícil).

Inverno em junho e setembro: vale a pena?

E o início ou o final do inverno, fora da alta temporada? Vale a pena? Pode valer muito a pena, sim. Principalmente em termos financeiros. Final de junho e início de setembro podem ter condições de neve parecidas com a da alta temporada. Mas há um risco de que não seja assim, de que alguma atividade ainda não esteja aberta (junho) ou já tenha fechado ou não esteja nas melhors condições (setembro). Em 2020, no final de junho, chegou a nevar assim:

Apesar de não haver garantias sobre o clima, uma coisa é certa: os preços são mais baixos em junho e setembro, principalmente passagem aérea e hospedagem.

Podemos resumir assim:

Prioriza ter as melhores chances de melhor condição de neve? Vá na alta temporada.

Quer tentar o melhor custo/benefício, com a possibilidade de boas condições de neve e fugindo dos preços da alta temporada? Vá no inverno no final de junho ou início de setembro.

Se você é muito inflexível com as atividades e passeios de neve que quer fazer, vá na alta temporada. Se você é flexível e aceita numa boa trocar um passeio ou atividade por outra que esteja em melhores condições, pode aproveitar os preços melhores de junho e setembro também.

Como é o clima em Bariloche no inverno

Ao longo de maio, o nível de precipitação vai aumentando muito. As primeiras nevadas normalmente começam a cair no final deste mês, ainda no outono. A chuva vira neve e se inicia o processo do seu acúmulo nas montanhas.

Quando o inverno começa oficialmente, dia 21 de junho, as temperaturas mínimas já estão próximas a 0°C, chegando a ser negativas. As máximas não costumam passar de 8°C. É ao longo de junho que a neve se acumula nas montanhas e pode ser que no último terço de junho já seja possível ter atividades de neve e estações de ski abertas. Possível, mas não garantido. Passeios como Nieve al Límite e Snowcat costumam iniciar suas atividades no meio de junho.

Em julho começa a alta temporada oficialmente e as temperaturas podem oscilar de -5°C a 5°C. E esperado é que a partir de primeiro de julho todas as atividades de neve e estações de ski estejam 100% operacionais e sigam assim por todo julho, agosto e começo de setembro.

Em setembro, a medida que se aproxima a primavera, inicia-se o degelo e as condições ideais de neve começam a se deteriorar.

No inverno há menos luz solar. Em julho, os dias são os mais curtos. O sol começa a nascer por volta das 9h e se põe cerca de 18h30. Compare com o verão de Bariloche, quando o sol costuma nascer 6h e se por depois das 21h!

No inverno, espere mais por dias encobertos, com muita nebulosidade. Mas como o clima na Patagônia é bem indomável, podemos ter no mesmo dia céu azul aberto e nublado com precipitações. Para ver nevar, precisamos de dias nublados, mas saiba aproveitar os momentos de céu aberto. Não há nada como estar na montanha toda nevada em um lindo dia de sol e céu azul. São os mais bonitos.

Neve na cidade, neve na montanha

Em alguns dias de inverno podemos fazer uma live mostrando a cidade toda coberta de neve, neve caindo, crianças brincando com skibundas nas ruas da cidade, bonecos de neve e até iglus. Mas qual não é a surpresa de algumas pessoas ao ver uma nova live, dias depois, com as ruas sem neve e céu azul e sol?

Um dos nossos seguidores exclamou em uma live à beira do lago Nahuel Huapi, no centro de Bariloche: “Ué? Achei que aí ficava coberto de neve no inverno!”. Nem sempre. A cidade não fica coberta de neve o inverno inteiro. Felizmente!

Na cidade, ver nevar, bem como as ruas cobertas de neve, é um evento ocasional. Às vezes neva, mas não com a intensidade e frequência para cobrir tudo de branco. Em dias especiais, neva muito e por muito tempo, cobrindo tudo de branco e transformando a cidade num grande centro invernal. Mas… Tudo tem seu preço. Em dias assim, com muita neve na cidade, há chances de que isso cause problemas como dificuldade de circulação, atrasos e até cancelamento de passeios. Pode faltar luz, conexão entre outros transtornos. Por isso, felizmente, só neva na cidade de vez em quando. Compare com 3 dias de chuva sem parar em São Paulo ou Rio de Janeiro . O que aconteceria? Pois é…

Na montanha, sim, há neve ao longo de todo o inverno. O que pode mudar é ter maior ou menor volume (espessura) de neve. Isso varia de acordo com o clima, com cada setor da montanha e com o nível: base, intermédio e cume. Sempre com mais neve no cume. Na base é onde a condição pode variar mais. Desde não ter neve até você afundar a perna na neve. Veja só, no final de julho, como estava a base do Cerro Catedral, como nos mostrou a Sabrina.

Neve de mais, neve de menos

Pois é, gente. Até para a neve, o caminho do meio é o ideal.

Quando neva demais, estradas podem fechar, o trânsito fica muito lento e difícil. Passeios podem atrasar muito ou até precisar ser cancelados, adiados ou trocados. Em 2019, nevou três dias seguidos no inverno e todos ficaram encantados na cidade. Diversão, bonecos de neve, skibunda, brincadeiras… Por outro lado, o aeroporto fechou por 24h, estradas ficaram intransitáveis e chegamos a abrir a agência apenas para cancelar passeios.

Ruta 23 rumo Dina Huapi. Foto: Canal 10 RN.

Há ainda períodos do inverno com menor volume de neve e em alguns casos chegamos a recomendar a troca de determinados passeios. Piedras Blancas, por exemplo, é um passeio em que isso acontece. O parque fica em um setor do Cerro Otto que pode vir a sofrer com baixo volume de neve e as condições para as atividades estarem prejudicadas. Nesses casos, nossa equipe está em contato direto com o parque para recomendar o adiamento ou troca de passeio.

Apesar de tudo isso, Bariloche é uma cidade muito bem preparada para lidar com a neve e receber turistas. O esperado é que no inverno você possa aproveitar tudo sem dificuldades. Mas ser flexível e compreender que é a natureza quem manda vai te ajudar a ter a melhor viagem e roteiro possíveis. E você pode contar com a gente para dar todo suporte e orientação.

O que fazer em Bariloche no inverno

Agora vamos ao que interessa! O que fazer em Bariloche no inverno? Muita coisa! Diversos passeios e atividades são exclusivos do inverno e dependem das condições de neve. São realizados nas montanhas de Bariloche e você vai precisar de roupa de neve.

Skibunda, caminhadas com raquetes na neve, circuito de moto de neve, ski alpino, ski nórdico, snowboard, subir teleféricos para curtir a neve em alta montanha e apreciar vistas incríveis, jantares em refúgios de montanha, estas estão entre as diversas atrações que o inverno proporciona.

Passeios clássicos no inverno

No entanto, os passeios clássicos, que acontecem o ano todo na grande maioria dos casos, também são muito recomendados. Mas três deles são obrigatórios: Circuito Chico, Tour ao Cerro Catedral e Cerro Bayo e Villa La Angostura.

Circuito Chico
Uma das vistas do Circuito Chico em Bariloche.

Circuito Chico é o “city tour” indispensável de Bariloche, que inclui visita ao Cerro Campanario, com uma das vistas mais lindas do mundo.

Cerro Catedral – Refúgio Lynch – Foto: Ignacio Grimoldi.

Tour ao Cerro Catedral é um passeio para conhecer a maior estação de ski da América Latina. A proposta aqui não é esquiar, mas visitar a estação, brincar na neve, apreciar as vistas magníficas e a gastronomia do centro de ski.

Cerro Catedral – Telesilla congelada. Foto: Goran Magister.

Vale ressaltar que Circuito Chico e Cerro Catedral são passeios de meio dia que podem ser reservados juntos, num passeio de dia completo.

Cerro Bayo.
Cerro Bayo em Villa La Angostura.

No passeio Cerro Bayo e Villa La Agostura, vamos conhecer o “Jardim da Patagônia”, como é conhecida Villa La Angostura, e sua estação de ski, o Cerro Bayo. A proposta é conhecer a estação de ski e a cidadezinha, mas, caso você queira esquiar, nos avise em sua reserva. Assim, você pode ficar na estação esquiando enquanto o grupo segue para Villa La Angostura e te pegamos na volta.

Villa La Angostura. Foto: Angostura Informa.

Esses três passeios são os que consideramos obrigatórios, mas não deixe de conferir os outros passeios clássicos conforme tenha mais dias e que também são fantásticos.

Passeios na neve

Bariloche oferece uma grande variedade de passeios na neve. Alguns são similares e vale a pena escolher entre um e outro para priorizar a diversidade em seu roteiro. Claro, não há regras. Se um tipo de atividade te agrada muito mais, pode querer repeti-la ou fazer outra similar.

Neve ao extremo

Vamos começar com passeios para quem quer ver e brincar com muuuita neve. O Nieve al Límite é um desses. Neste passeio você vai para a fronteira entre Chile e Argentina, em plena Cordilheira dos Andes. Seguindo pela Ruta 40, com almoço em Villa La Angostura, depois vamos rumo à fronteira em plena cordilheira, num lugar onde o nome Nieve al Límite se justifica. E aí é pura diversão na neve, sem precisar de mais nada!

Outra opção com muita neve é o Snowcat Patagonia. Seguimos estrada rumo a El Bolsón, mais especificamente à estação de ski local, o Cerro Perito Moreno. Lá, as Snowcats nos esperam. São caminhonetes com esteiras para neve. Vamos atravessar um planalto com tanta neve que vai parecer que você está no meio da Antárdida. Um iglu, chocolate quente e muita diversão na neve nos esperam.

Snowcat Patagonia, no plateau do Cerro Perito Moreno.

Caminhadas na neve

Caminhar na neve e apreciar belas paisagens em vales ou montanhas é uma coisa que definitivamente vale muito a pena fazer no inverno! Ainda mais quando finalizamos em um refúgio quentinho e boa comida! Vamos mostrar quatro opções para escolher as que mais gosta para acrescentar ao seu refúgio. Todas contam com caminhada e brincadeiras na neve. Vamos ordenar da caminhada mais longa para a mais curta. Não se esqueça de clicar nos hiperlinks para ver descrições mais detalhadas e mais fotos.

Caminhada à Lagoa Congelada.

Sem precisar pegar muita estrada, vamos ao Valle del Challhuaco, que fica a apenas 18km do centro de Bariloche. Lá existem duas ótimas opções de trilhas na neve. E nada muito difícil. A primeira é a Caminhada à Lagoa Congelada, que acessamos em veículos 4×4 até uma tenda-refúgio. É a nossa base. Daí começamos uma caminhada de dificuldade baixa a média. São 3 horas no total, considerando ida e volta. Com pontos panorâmicos e brincadeiras na neve, com skibunda e banana inflável. Na volta, almoçamos no refúgio.

Caminhada com Raquetes na Neve Vivencias

Uma alternativa mais curta e na mesma região é a Caminhada com Raquetes na Neve Vivencias. Sim, fazemos a caminhada com raquetes nos pés! Também acessamos o mesmo refúgio em 4×4 e depois iniciamos a caminhada que dura cerca de 1h30 no total (ida e volta). Claro, com pausas para brincar na neve com skibunda, banana inflável e lindas vistas. Fechamos com um lanche bem gostoso no refúgio.

Agora nossos próximos 2 destinos ficam no Cerro López, no km 30 do Circuito Chico. Só um pouco mais afastado do centro de Bariloche.

Refúgio Roca Negra
Refúgio Roca Negra

O Refúgio Roca Negra é a nossa terceira indicação. Subimos a montanha em 4×4 e, lá no alto, iniciaremos uma caminhada com raquetes na neve em meio ao bosque e com lindas vistas. O final desta caminhada com cerca de 1h de duração é um fondue quentinho no Refugio Roca Negra, que apreciamos com a belíssima vista do alto da montanha.

Extremo Encantado.

Por fim, se caminhadas de 1h ou mais não é com você, não tem problema! A sua opção é o Extremo Encantado. Nesse passeio te levamos à montanha, em outro setor do mesmo Cerro López. Vamos subir até lá em 4×4 e depois fazer uma caminhada com raquetes na neve da montanha. Mas bem curtinha, cerca de 15 minutos. Depois é só curtir a neve, em uma pista exclusiva de skibunda. Para finalizar, um fondue bem quentinho no refúgio de montanha.

Snowmobiles e quadriciclos

Nem todo trajeto na neve precisa ser a pé! E certamente uma das experiências mais desejadas em Bariloche no inverno é pilotar as motoneves ou snowmobiles. Ou ainda os quadriciclos. Chamamos de motoneve ou snowmobile os veículos que possuem esteiras na traseira e “esquis” na frente. Já os quadriciclos de neve são com esteiras no lugar das rodas.

Circuito de Quadriciclos do Centro de Ski Nórdico.
Circuito de Quadriciclos do Centro de Ski Nórdico.

No Circuito de Quadriciclos do Centro de Ski Nórdico podemos pilotar um desses quadriciclos pelos bosques nevados do Cerro Otto. A duração é de cerca de 40 minutos. É apenas o circuito, sem experiência gastronômica ou qualquer outra.

Circuito Diurno La Cueva.

Opção similar, mas no Cerro Catedral, é o Circuito Diurno La Cueva. Neste caso o circuito é feito em quadriciclos e/ou snowmobiles. Tudo depende das condições da neve.

Estas são boas opções para complementar passeios. Por exemplo, se você foi fazer aulas de ski nórdico, pode optar pelo Circuito do Centro de Ski Nórdico. Se foi esquiar ou visitar o Cerro Catedral, pode optar no mesmo dia pelo Circuito Diurno La Cueva.

La Cueva After Ski.

Se você quer uma experiência mais completa e sofisticada, o After Ski La Cueva pode ser a melhor escolha, após um dia de ski ou visita ao Cerro Catedral. Além do circuito de quadriciclos e/ou snowmobiles, um delicioso fondue de queijo e petiscos, incluindo vinhos e outras bebidas, esperam por você no exótico refúgio e restaurante La Cueva, que fica encrustado em uma caverna natural.

Tudo isso pode ficar ainda melhor e mais sofisicado quando pilotar um desses snowmobiles te leva a um dos três jantares em refúgios de montanha que são os mais desejados e exclusivos de Bariloche: Noche Nórdica, El Refugio en Arelauquen e o La Cueva. Mas falaremos sobre eles mais à frente, na seção de Gastronomia deste nosso guia de inverno.

É importante esclarecer que todos estes circuitos de quadriciclos ou snowmobiles são passeios contemplativos e acompanhados com toda segurança. Contam com guias e até paradas para apreciar mirantes e paisagens. Não se trata de uma experiência de alta velocidade ou arriscada.

Piedras Blancas: o parque de diversões na neve

Neve + diversão + muvuca = Piedras Blancas. Se você está com crianças ou adolescentes, Piedras Blancas é uma obrigação. Se você é adulto e quer se divertir muito na neve, também! As melhores pistas de skibunda, boias e muito mais estão em Piedras Blancas, no Cerro Otto.

Piedras Blancas.

Não há duvidas que o parque Piedras Blancas é o mais preparado e especializado em diversão na neve. Mas vale muito compreender as seguintes recomendações. Como o parque fica em um setor da montanha onde a neve é mais “sensível” às condições climáticas, vale a pena escutar as recomendações da nossa agência e ser flexível para adiar ou trocar o passeio se as condições não foram boas. Ou ser compreensível se, mesmo ciente de que as condições não são as melhores ou que nem todas as pistas estão abertas, preferir ir mesmo assim. Seja porque prefere, seja porque não terá outra oportunidade.

Piedras Blancas, pista.
Piedras Blancas.

É também importante estar ciente de que é um parque de neve com todo movimento de alta temporada. Então poderá encontrar filas para brincar ou para comer.

Ski em Bariloche

A alta temporada de neve em Bariloche também costuma ser chamada de temporada de ski. Praticar ski é, para muitos, a atração mais esperada do inverno. Muitos brasileiros gostam de esquiar, outros nem tanto. Alguns, por mais que sejam maravilhados pela neve, descobrem que detestam esquiar. Ou simplesmente não estão interessados em investir tempo da viagem para aprender. Qual é o seu perfil? Se não sabe, vale descobrir…

Aula de ski no Cerro Catedral.

É difícil esquiar?

A nossa dica é: não se obrigue a esquiar só porque está em Bariloche, mas experimente. Senão como é que você vai saber? Mas experimente aberto para passar pelas dificuldades iniciais. Esquiar não é mais difícil do que aprender a tocar violão ou andar de patins. E é absolutamente seguro. Quanto a isso, não se preocupe. Você vai começar numa pista de inclinação muito suave.

Silvina ensina as primeiras técnicas à Sabrina.

A primeira vez que colocar as botas de ski não vai achá-las nada confortáveis. Mas vai se acostumar. Você vai cair e vai se enrolar para se levantar. Quando as botas travarem nos skis, eles passarão a ser uma extensão do seu corpo e você vai se atrapalhar, vai cruzá-los e vai cair mais vezes. Mas quando começar a esquiar, ainda que devagarinho, poderá achar a coisa mais maravilhosa do mundo. Ou descobrir que não é pra você…

Quer aprender a esquiar ou só experimentar algo novo?

Se a sua intenção é mais só experimentar, se divertir, dar boas risadas com as próprias quedas e fazer umas fotos legais esquiando (ou tentando), faça uma aula coletiva. Chamamos em Bariloche de “Batismo de Ski“.

Por outro lado, se você quer aprender a esquiar ou levar menos na brincadeira, recomendo muito que faça uma aula de ski particular. Se estiver em casal ou em família, pode reservar uma aula particular só para vocês. E nós temos uma professora incrível, a Silvina Amengual, que está pronta para tirar o melhor de você e fazer do aprendizado do ski algo muito mais leve, divertido e com progresso. Veja a live que fizemos com a Silvina dando dicas de ski para principiantes e também um pouquinho da aula que ela deu para a Sabrina, Tânia e Fernanda no Cerro Catedral.

Ski alpino, ski nórdico e snowboard

Existem duas modalidades de ski, o nórdico e o alpino. E são realmente muito diferentes um do outro! O que mostramos até aqui, trata-se do ski alpino. Tem esse nome porque surgiu nos alpes e foi feito para descer montanhas em alta velocidade. Não os principiantes, claro!

Já o ski nórdico é também conhecido como ski de travessia. Você não precisa necessariamente estar em uma montanha. Mas precisa de muita neve, igualmente. Com o ski nórdico você pode descer, mas também subir, além de caminhar e patinar com os esquis.

O snowboard, a sua vez, se assemelha ao ski alpino. Você desce montanhas, mas em uma prencha única, numa dinâmica mais parecida à do skate, ski aquático ou surf.

Não deixe de ler aqui em nosso blog os artigos que explicam a diferença entre ski alpino e ski nórdico com mais detalhes e também como são as aulas de ski e snowboard para principantes, incluindo custos e tudo que precisa.

Onde esquiar em Bariloche?

A maior estação de ski da América Latina fica em Bariloche: o Cerro Catedral. Aí você vai encontrar dezenas de pistas de diversos níveis para praticar ski alpino ou snowboard. A estação abriga diversas escolas de ski e snowboard e é a “sala de aula” de inúmeros professores e alunos. Há opções de aulas para todas as idades.

O Winter Park é uma boa alternativa para iniciantes no ski alpino. Fica no mesmo complexo do parque de neve Piedras Blancas, no Cerro Otto.

Para aprender e praticar o ski nórdico, nós recomendamos fazer aulas no Centro de Ski Nórdico. Se quiser, ainda pode dar uma esticadinha e fazer um circuito de quadriciclos na neve.

Se você já sabe esquiar e deseja testar suas habilidades em outras motanhas, com outras paisagens, também pode praticar no Cerro Bayo, em Villa La Angostura. Inclusive pode, como explicamos anteriormente, aproveitar a excursão à região para isso. Basta nos avisar com antecedência.

Dicas de gastronomia em Bariloche no inverno

A gastronomia é sem dúvidas uma das grandes atrações de Bariloche. A Sabrina já deixou ótimas dicas sobre onde comer em Bariloche aqui no blog. Você também pode ver as nossas recomendações para outono, primavera e verão, que são todas válidas também no inverno.

No entanto, vamos ressaltar aqui as dicas gastronômicas que são únicas da alta temporada de inverno e que são atrações muito exclusivas e estão entre as mais desejadas em Bariloche.

Não são restaurantes abertos ao público. São experiências incríveis que vão além da gastronomia e precisam ser reservadas com muita antecedência. Cada turno ou apresentação é feita para grupos pequenos e com uma grande equipe envolvida.

La Cueva

O La Cueva é um restaurante de montanha adaptado em uma caverna no Cerro Catedral. Só isso já faz da experiência muito exótica. Mas o melhor de tudo é chegar lá pilotando quadriciclos e/ou motoneves (snowmobiles) no meio dos bosques nevados da montanha durante a noite.

O La Cueva oferece duas experiências: o After Ski, onde servem um delicioso fondue de queijo com diversas guarnições e várias opções de bebidas, incluindo vinhos finos; e o Jantar La Cueva, de alta gastronomia, que inclui entrada, prato principal, sobremesa, vinhos argentinos finos para harmonizar e outras bebidas.

Com cuidado para não exagerar na bebida quem for pilotar a motoneve na volta!

El Refugio en Arelauquen

Ou experiência das mais exclusivas é El Refugio en Arelauquen. Dentro do condomínio de luxo Arelauquen, somos recebidos no Club House com uma deliciosa “picada” (tábua de frios), vinhos e bebidas.

Então subimos em Land Rovers 4×4 até um setor da montanha onde as motos de neve nos esperam. Daí, vamos pilotando pelo bosque nevado, subindo a montanha até El Refugio, o restaurante feito em pedra e madeira e muito aconchegante.

Aí somos muito bem recebidos com um bom vinho argentino e todo o bar ao nosso dispor. Em seguida nos servem um fondue de queijo espetacular com diversas guarnições e podemos pedir mais do que quisermos. Para encerrar, um fondue de chocolate divino.

Por fim, fazemos o camino inverso para voltar e de novo pilotamos as motoneves.

Noche Nórdica

A terceira opção, dentro destas de jantar em refúgios de montanha pilotando quadriciclos ou motoneves, é o Noche Nórdica. Neste passeio, o circuito é feito em quadriciclos e todo na ida, com uma pausa ao longo do caminho para curtir uma fogueira e tomar uma bebida quente. A volta é em van, direto para o seu hotel. Bebeu muito vinho? Não precisa se preocupar… Nos três passeios, o tempo total do circuito na neve são bem parecidos.

No Noche Nórdica, a experiência gastronômica inclui tábua de frios e queijos, pães temperados, fondue de queijo como prato principal, vinho e trufas, chocolates e champagne para finalizar.

El Mallín Tango

Diferente dos três passeios que acabamos de apresentar, El Mallín Tango é uma experiência gastronômica imersiva de música e arte. Também em um ambiente exclusivo e intimista, o jantar acontece durante um show de tango em que praticamente fazemos parte do cenário.

Confeitaria Giratória do Cerro Otto

Este é um passeio que você pode realizar por conta própria, aproveitando lacunas do seu roteiro ou o momento mais oportuno ao longo da viagem. A Confeitaria Giratória do Cerro Otto é um passeio dos mais clássicos de Bariloche.

Da sua mesa, em um lanche ou almoço, você aprecia a linda visão desde dentro da confeitaria enquanto ela gira. O acesso é via teleférico, na clássica cabine fechada vermelhinha. Não deixe de conferir a nossa matéria exclusiva sobre o Teleférico Cerro Otto, a Confeitaria Giratória e todas as suas atrações.

Vale lembrar que, apesar de tanto a Confeitaria Giratória quanto o parque Piedras Blancas estarem no Cerro Otto, eles não estão próximos. São setores completamente diferentes da montanha.

Cerro Otto e sua confeitaria giratória no topo. Foto: Goran Magister.

É perigoso dirigir no inverno?

Muitos dos nossos seguidores nos fazem esta pergunta. É perigoso dirigir no inverno? São raros os turistas brasileiros que têm alguma experiência em dirigir em um lugar onde pode ter neve ou, pior, gelo na pista.

A experiência ajuda a ter “olho” para perceber as finas camadas de gelo no asfalto. É preciso sempre frear com cuidado, suavemente, e nunca correr muito. Na neve, tempo e espaço para frear são muito maiores. Se não estiver com correntes nos pneus, não freia!

Rota 40 com muita neve. Foto: Lucio Landa.

Imagine que a neve na pista vira gelo e também a acumulada nas ranhuras do pneu. Gelo da pista, com gelo do pneu = ZERO de aderência. Você pode ter que dirigir a 40km/h, 30km/h e até chegar a 10km/h em condições críticas de neve na pista. Imagina percorrer os quase 200 km de Bariloche a San Martín de los Andes a essas velocidades? A distância mínima do outro veículo também deve ser maior, entre 2 ou 3 carros de distância.

Em minha opinião, se você não tem experiência, não vale a pena alugar um carro durante o inverno. Há muita precipitação e o clima muda muito. Não se pode confiar em um dia que começa ensolarado. Se ainda assim preferir alugar, saiba abrir mão dele nos dias em que as pistas podem estar perigosas. Não se arrisque. Não subestime a estrada e o tempo.

Com pista molhada, com neve ou gelo, dirigir requer 200% de atenção e estar 200% alerta. Não é extamente a tensão que se espera para curtir um passeio.

Para mais detalhes sobre alugar um carro no inverno e dirigir na neve, confira a nossa matéria dedicada a este assunto.

15- O que vestir em Bariloche no inverno

Para evitar roupas pesadas e desconfortáveis no inverno, é importante seguir a regra das 3 camadas. São elas:

Camada 1: segunda pele, feita normalmente com tecido microtexturizado (nada de tecido natural como algodão), fica junto à pele. O objetivo dessa primeira camada é manter o corpo seco, não deixar o suor em contato com a pele, transferindo a umidade para as camadas externas.

Camada 2: aquecimento. Normalmente se usa o chamado fleece. O objetivo é manter o corpo aquecido e também transferir a transpiração para a camada externa.

Camada 3: impermeável. Ao mesmo tempo que é respirável, para deixar o suor sair e evaporar, essa camada é impermeável ao ambiente e te protege do vento, da chuva, da neve. Umidade pode sair, mas não entra.

Assim teríamos: segunda pele + fleece + jaqueta impermeável.

Como se vestir no inverno em Bariloche

Além disso, não esqueça dos acessórios, como cachecol, gorro e luvas. Você não precisa usar roupa de neve na cidade, a não ser em raras ocasiões. A roupa de neve é necessária na montanha, para atividades de neve. É composta de jaqueta, calça, luvas e botas impermeáveis.

Roupa de neve: comprar ou alugar?

Nós recomendamos que as roupas de neve sejam alugadas. Se você não é um viajante frequente para destinos de neve, não faz muito sentido comprar roupas de neve e perder tanto espaço na mala. Confira a nossa matéria sobre aluguel de roupa de neve para saber de tudo.

Link úteis

Dicas para reservar o seu hotel: https://barilocheparabrasileiros.com.br/guia-de-hoteis-em-bariloche/

Dicas para passagens aéreas: https://barilocheparabrasileiros.com.br/2020/03/02/passagens-aereas-para-bariloche-guia-de-compra-e-dicas/

Que moeda levar a Bariloche: https://barilocheparabrasileiros.com.br/2020/01/13/dolar-peso-ou-real-que-moeda-levar-bariloche/

Dicas de roteiros: https://barilocheparabrasileiros.com.br/roteiros/

Guia de preços: https://barilocheparabrasileiros.com.br/2020/03/11/precos-em-bariloche-coca-cola-big-mac-cafe-agua-taxi-e-onibus/

Nosso ecommerce: https://destinosul.com.br/

Perguntas Frequentes: https://barilocheparabrasileiros.com.br/faq/

Quer planejar sua viagem com a gente?

Então escreve para atendimento@barilocheparabrasileiros.com.br e vamos te ajudar e manter você por dentro de tudo que importa para sua viagem à Bariloche.

Alejandro Sainz

Autor: Alejandro Sainz

Alejandro é irmão da Sabrina e sócio-diretor do Bariloche para Brasileiros. Músico e publicitário brasileiro e argentino, nasceu em Buenos Aires, mas cresceu e vive no Rio de Janeiro. Ficou tão deslumbrado quando conheceu a Patagonia e Bariloche, que compôs uma música chamada “Patagonia” com sua banda de rock, que virou disco e videoclip realizado apenas com filmagens da região. Seu lugar preferido é a estepe patagônica. Também é louco pelas cervejas artesanais, chocolates e tudo que é “ahumado” (defumado) da região: comida, cerveja, molhos etc.

3 pensamentos

  1. Adorei as dicas e com certeza já está salvo para eu usá-las no ano que vem, quando eu for. Não vou perder nenhuma dica!!😉

    1. Que bom que gostou, Valéria! Qualquer dúvida ou ajuda que precisa, é só falar com a gente!

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