Bariloche no outono: guia completo com as melhores dicas de turismo para a estação

O outono em Bariloche pinta as paisagens com seus tons únicos, num convite à contemplação e ao aconchego

O que você vai saber neste Guia de Outono em Bariloche

  1. Porque viajar a Bariloche no outono
  2. Perfis de viajantes mais indicados
  3. Como é o clima no outono
  4. Tem neve em Bariloche no outono?
  5. O que fazer?
  6. Dicas de gastronomia
  7. O que vestir em Bariloche no outono?

Outono em Bariloche – Resumo

Quando: de 20 de março a 21 de junho (março, abril, maio, junho).

Atrativos: belas paisagens; cores do outono; clima romântico; contato com a natureza; preços mais baixos; sem filas, sem multidões; aconchegante; chocolates; início das nevadas, mas sem acúmulo de neve para atividades.

Meses: março (final), abril, maio, junho (começo).

Calendário: Semana Santa/Páscoa, quando acontece a Festa do Chocolate na cidade; Dias das Mães (Brasil); Aniversário de Bariloche (3 de maio); mês das noivas no Brasil (estação e destino perfeitos para Lua de Mel ou renovação de votos).

Evento mais importante: Festa do Chocolate – Bariloche é a Capital Nacional do Chocolate.

Catedral Nuestra Señora de Nahuel Huapi em Bariloche no outono
Catedral de Bariloche no outono. Foto: Bruno Grande.

1- Porque viajar a Bariloche no outono

Recomendo demais Bariloche no outono como um refúgio da vida urbana e caótica. Venha a Bariloche para desacelerar, para se aconchegar, para o autocuidado, para se mimar e ter tempo de qualidade dedicado a você e a quem você quiser ao seu lado. Bariloche+outono é a soma ideal para tudo isso. Desacelere para apreciar das mais lindas paisagens à comida. E viva isso em um destino que fica dentro de um Parque Nacional, com ar puríssimo, muita natureza, lugares incríveis para conhecer e toda expertise de uma cidade especializada em atender turistas, principalmente brasileiros.

1.1- A natureza poética do outono

E o que tem de tão especial o outono em Bariloche?

O filósofo e escritor Albert Camus disse que “o outono é como uma segunda primavera em que cada folha é uma flor.” Se ele disse isso mesmo, eu não sei, mas quem disse está certíssimo. No Brasil, o outono não é assim tão marcado. Mas em Bariloche, com quatro estações bem definidas, o outono talvez seja a estação com a “personalidade mais forte” das quatro.

Não é por acaso que muitos barilochenses afirmam que o outono é sua estação preferida. Boa parte dos residentes adora o verão, principalmente pelo clima e dias mais longos que a noite. Mas os que preferem o outono, o escolhem pelo charme, pela beleza única. Duvida? Então vamos em frente…

1.2- A beleza até nos pequenos detalhes

A beleza do outono em Bariloche está não só nas paisagens e nos panoramas, como também nos menores detalhes. É o que nos mostra a designer gráfica Jazmín David em suas fotos e vídeos passeando pela Colonia Suiza em Bariloche.

Para Jazmín, que vive na bucólica e charmosa Colônia Suíça, localizada no Circuito Chico de Bariloche, o outono é definitivamente a sua estação favorita. “Me fascina a mudança de cores na natureza e os contrastes de verdes, amarelos, vermelhos e laranjas que surgem. É sem dúvidas o meu momento preferido para tirar fotos. É incrível poder ver a transformação da vegetação e como tudo vai se preparando para a chegada do inverno e sua neve.” E o olhar com sensibilidade aos menores detalhes da designer gráfica aparece claramente em suas fotos outonais:

Mas o outono também pode ser grandioso em sua beleza. É o que nos mostra um simples passeio ao ar livre, quando Jazmín flana entre a opulência dos álamos, caminhando sobre o gentil ruído de suas folhas secas…

Vídeo: Jazmin David.

1.3- Preços mais baixos e nada de filas ou multidões

Com todos estes atrativos especiais e tão característicos, o outono ainda tem algumas vantagens menos poéticas, mas não menos interessantes: preços mais baixos. O preço de passagens e de hospedagens são consideravelmente mais baixos nesta época. Tanto que pode ser até interessante, para quem vai a Buenos Aires, Mendoza ou outras cidades argentinas esticar a viagem para mais uns dias em Bariloche.

Outra vantagem prática é que no outono não tem as multidões da alta temporada. Isso significa uma viagem sem filas, sem espera, sem lugares lotados, com mais opções e atenção. Ou seja, perfeito para o perfil de viagem que descrevemos, com autocuidado, aconchego e tranquilidade.

Espero que ainda não estejam convencidos! Pois temos muito mais argumentos e dicas para aproveitar o outono ao máximo.

Jazmín David no Outono em Bariloche
Jazmín imersa em sua estação preferida.

2- Perfis de viajantes mais indicados para o outono

2.1- Em família

Seja uma família com adolescentes, crianças pequenas e/ou idosos, o outono oferece várias vantagens para este perfil de viajante. Além do preço mais em conta, não há muito movimento, nem a bagunça e filas da alta temporada. É uma estação para se viver bons momentos em família, comer bem, passear e ter contato com a natureza e apreciar o seu ciclo com toda sua característica no outono em um país vizinho na América do Sul. Um destino e uma estação muito diferentes do que estamos acostumados no Brasil e que vemos tanto em filmes em países do hemisfério norte. Bariloche no outono certamente vai proporcionar uma vivência única e despertar a curiosidade dos adolescentes e crianças. É uma experiência importante com a natureza e sua diversidade para oferecer aos mais jovens. E, claro, um deleite para os mais velhos, além de muito romantismo para os casais.

Bariloche no outono em família
Foto: Davi Minatto.

2.2- Em casal

Provavelmente viajar para Bariloche com o amor da sua vida seja a viagem dos sonhos. Poder estar junto de quem ama e passear por uma natureza tão romântica e bela como no outono é inesquecível para qualquer um. Uma viagem para estar a dois indoor e outdoor. Seja apreciando um menu em passos harmonizado com vinhos num restaurante aconchegante à beira do lago, seja fazendo uma foto de cinema no meio do bosque ou em frente ao cenário de uma linda montanha de cumes nevados.

Bariloche no outono em casal
Foto: Davi Minatto.

2.3- Sozinha(o)

Sim, por que não? Ter um momento só seu e fazer as coisas do seu jeito pelo menos dessa vez. Desbravar um destino, conhecer pessoas novas, novos sabores, novos ares, olhar um pouco para dentro enquanto aprecia a natureza… Bariloche no outono instiga tudo isso e é o momento de paz e contemplação que todo mundo precisa na vida em algum momento.

Viajar sozinha a Bariloche no outono
Foto: Jeremias Thomas.

2.4- Quem ama a natureza

Se no outono até os mínimos detalhes da natureza são capazes de nos maravilhar, imagina apreciar toda essa beleza natural bem de perto em atividades como trilhas e cavalgadas? Sim, os amantes da natureza também têm um excelente motivo para aproveitar Bariloche nesta época.

3- Como é o clima em Bariloche no outono

Um pouco menos de poesia. Sejamos mais práticos por enquanto. O outono começa 20 de março e vai até 21 de junho. Na primeira parte do outono em Bariloche, ou seja, no final de março e em abril, o tempo se caracteriza por oscilar muito. Inclusive em um mesmo dia. Em 24 horas podem ocorrer temperaturas mínimas próximas a 0°C e máximas que se aproximam dos 20°C. Há possibilidades de esporadicamente nevar nas montanhas, mais para o final de abril.

Do meio para o final do outono, principalmente dos últimos dias de maio até meados de junho, a amplitude térmica diminui e as máximas caem. A temperatura já é fria mesmo (normalmente menos de 10°C e próxima a 0°C). Há possibilidade de chuvas e até mesmo nevadas na alta montanha. O normal nessa época é que se inicie o processo de acumulação de neve nos cerros.

Abaixo vemos a clássica Rota 40 em uma paisagem típica de quando o outono pode “se misturar” com o inverno para o final de maio e junho.

4- Tem neve no outono em Bariloche, afinal?

Se você nunca viu neve, poderá ver de longe, na paisagem, nos cumes das montanhas. Se for às montanhas, talvez até consiga ver de perto. Mais para o final da estação, as chances são maiores. Mas você não vai esquiar nem fazer snowboard no outono. Como dissemos, o processo de acumulação de neve se inicia, mas não é o suficiente para a prática de esportes e atividades na neve.

Meu conselho? Com toda beleza do outono, não marque compromissos com a neve. A neve, se tiver, é um plus. Foco no outono!

5- O que fazer no outono em Bariloche

O outono é uma estação incrível para comer bem, se aconchegar, ver belas paisagens e ter contato com a natureza. A melhor forma de conciliar tudo isso é com passeios que exploram todo o esplendor que a natureza oferece no outono. E Bariloche tem muitos bosques, montanhas, lagos, rios, estepes e ar puro para você apreciar tudo isso.

5.1- Passeios terrestres contemplativos

Recomendo muito nesta época os passeios clássicos terrestres como Cerro Tronador e Ventisquero Negro. Neste passeio, por exemplo, se pode ter contato com a exuberância da natureza de Bariloche: lago, rio, montanha, vale, geleira, cascastas, tudo isso numa região agreste onde a beleza do outono aparece do horizonte aos pequenos detalhes.

Cerro Tronador no outono
Cerro Tronador e Ventisquero Negro no outono. Foto: Jeremias Thomas.

Circuito Chico, claro! Impossível não recomendá-lo em qualquer época do ano, principalmente no outono. Com direito a subir o Cerro Campanario e ver uma das mais belas vistas do mundo, tomando chocolate quente na confeitaria lá do topo. É esse o tipo de aconchego que precisamos nos dar de vez em quando, hein?

5.2- Passeios de lago

Passeios de lago como Isla Victoria e Bosque de Arrayanes também são ainda mais deslumbrantes no outono. Caminhar entre as árvores da Isla Victoria e conhecer o Bosque de Arrayanes no outono é uma experiência para guardar pra sempre. A navegação Puerto Blest e Cascata de los Cántaros também é uma alternativa perfeita.

Isla Victoria e Bosque de Arrayanes no outono em Bariloche
Isla Victoria. Foto: Lara Cistari.

5.3- Passeios de dia completo a cidadezinhas próximas

Essa é uma boa época para os passeios de dia completo, que pegam estrada e visitam cidadezinhas próximas, como Villa La Angostura, San Martín de los Andes e El Bolsón. Você pode em 2 dias conhecer 5 cidades e 3 províncias argentinas! Faça as contas: Bariloche (Río Negro), Villa La Angostura (Neuquén), San Martín de los Andes (Neuquén), El Bolsón (Río Negro) e Lago Puelo (Chubut).

5.3.1- San Martín de los Andes e Villa La Angostura

Assim, recomendo o passeio San Martín de los Andes pela Rota dos 7 Lagos. Nele você vai deixar a província de Río Negro até Neuquén para almoçar em Villa La Angostura, percorrer uma rota com lagos paradisíacos, ver paisagens belíssimas e conhecer San Martín de los Andes.

5.3.2- El Bolsón e Lago Puelo

El Bolsón e Lago Puelo é outro passeio excelente para o começo do outono. Uma linda cidadezinha ainda mais ao sul de Río Negro. Rústica, meio hippie, bucólica e muito artesanal. Neste passeio você vai descer ainda mais ao sul, até o Lago Puelo, que já fica na província de Chubut.

5.3.4- Circuito Grande e a diversidade de paisagens da Patagônia

Para ter contato com toda diversidade que a geografia e a natureza de Bariloche e região oferecem, um passeio que você não deve deixar de fazer no outono é o Circuito Grande. Neste passeio terrestre você vai ter mais contato com a estepe patagônica, tipo de relevo que cobre mais de 90% da Patagônia. Vai descobrir toda beleza do Valle Encantado, por onde passa o Rio Limay, e suas formações rochosas vulcânicas que são como esculturas naturais.

Circuito Grande - Valle Encantado e Rio Limay
Rio Limay no Valle Encantado. Foto: Abraham Vera.

5.3.5- Trilhas: a experiência da natureza ainda mais próxima

Para ter um contato ainda mais próximo e íntimo com a natureza, Bariloche tem dezenas de trilhas com todos os níveis de dificuldades. Muitas delas são de baixa dificuldade, como a trilha do Cerro Campanario, que é uma caminhada de apenas 1 km, embora com um desnível de 240 metros. Ou ainda a Trilha do Lago Escondido y Bahía los Trocos, com 1,8 km de distância e apenas 42 metros de desnível.

Veja a grande variedade de trilhas fáceis nos arredores de Bariloche (distância/desnível):

  • Trilha ao Cerro Llao Llao (4km/229m)
  • Trilha ao Puente Romano y Bahía Tacul (3,4km/91m)
  • Trilha Arrayanes (3km/35m)
  • Trilha Lago Escondido y Bahía los Trocos: distância:1,8km / desnível: 42m
  • Trilha do Cerro Campanario (1km/240m)
  • Trilha a Pedra de Habsburgo no Cerro Otto (3,5km/84m)
  • Cabeceira Sul Lago Gutierrez (5,1km/85m)
  • Seccional Lago Gutiérrez – Playa Muñoz (5,6km/170m)
  • Seccional Lago Gutiérrez – Mirador del Lago (1,4km/178m)

Para os mais aventureiros, desbravadores e bem preparados fisicamente, não faltam trilhas de dificuldade mediana, alta e muito alta, algumas com 2 dias de duração e pernoite em refúgios, até viagens de 4 ou 5 dias. Claro, para que se aproveite melhor, sempre recomendamos que qualquer trilha seja feita com um guia de montanha profissional. Para as trilhas mais difíceis, esse profissional é indispensável e até mandatório.

Para conhecer a grande diversidade de trilhas de Bariloche, confira o site do Bariloche Trekking.

Pampa Linda e Refúgio Agostino Rocca. Foto: Bariloche Trekking.

5.3.6- Cavalgadas

Outra forma de contato bem próximo com a natureza é montado em um cavalo. Imagina você, com um lindo poncho, gaucho ou amazona, cavalgando pela estepe e comendo um “asado” tradicional ao fim? Já fizemos um post aqui sobre a Cavalgada La Fragua.

Cavalgada La Fragua
Cavalgada La Fragua pela estepe.

5.3.7- Dia de spa

E o que pode ser mais relaxante do que um dia de spa? Alguns dos hotéis de categoria mais alta oferecem Dia de Spa para hóspedes e não hóspedes. O serviço normalmente inclui o uso de instalações como piscina, sauna e academia, além de massagem e até refeição.

Spa no Hotel Llao Llao.

Alguns dos hotéis que oferecem o serviço são Llao Llao, Alma del Lago e El Casco, onde até a Sabrina, mesmo morando em Bariloche, já aproveitou para fazer o seu dia de spa com o marido! A dica dela é deixar o spa para o último dia da viagem e assim descansar e voltar 100% renovado para o Brasil.

6- Dicas de gastronomia para o outono em Bariloche

O outono é uma estação perfeita para curtir um friozinho, mimar o seu paladar e se aconchegar em um restaurante especial ou chocolateria.

Esta é a estação ideal para o comfort food: casas de chá, chocolaterias, cervejarias artesanais, restaurantes típicos com comidas patagônicas: cordeiro, trutas, fondues, defumados… Sim, clima de lareira, friozinho, abraço, aconchego e comidas deliciosas. Comfort food, slow food… Dê-se tempo. Permita-se viver plenamente o momento da experiência gastronômica. Bariloche está cheio de lugares aconchegantes e gastronomia maravilhosa.

Té galés na Equs
Chá galês, na Equs.

Priorize pratos com ingredientes frescos e locais: frutos vermelhos, frutos do bosque, cogumelos, defumados, carnes também de cervo, javali, truta. Experimente os vinhos patagônicos e as cervejas artesanais locais com água puríssima dos degelos das montanhas…

Outra dica importante: muitos desses lugares exigem reserva. Os que não exigem, ainda assim, é bom fazer ou ao menos verificar o movimento. Por serem locais muito exclusivos, com poucos lugares, é sempre bom para evitar frustrações como ir até lá e não encontrar mesa ou ficar chateado com pouca atenção pelo grande movimento. O bom do outono é que a chance disso acontecer é muito menor nessa época.

Seguindo todos estes critérios, vamos então a recomendações de lugares onde comer de acordo com cada prato recomendado, mas levando em conta o ambiente agradável, acolhedor e para apreciar com calma…

6.1- Fondue

Vamos começar pelo prato que talvez seja o mais aconchegante de todos, o fondue. Você vai encontrar diversos restaurantes que fazem fondues fantásticos em Bariloche. Um dos nossos preferidos é o La Casita.

6.2- Cordeiro patagônico

As carnes argentinas são de qualidade indiscutível. E uma iguaria que todos os amantes de uma boa carne não podem deixar de experimentar em Bariloche é o tradicional cordeiro patagônico. E se você quiser experimentar carnes e especialmente um cordeiro patagônico feito com maestria, recomendamos muito o restaurante El Patacón. Você pode ainda querer arriscar carnes de caça, como de cervo ou javali, que são muito utilizadas em Bariloche.

6.3- Carnes

E agora, back to the basics! Ojo de bife, bife de chorizo… Vamos as carnes que todo brasileiro corre atrás quando chega a Bariloche. Sim, há relatos de gente que sai do aeroporto e pede para ir direto para El Boliche de Alberto para comer um bife de chorizo. Mas vamos cometer uma heresia aqui… Apesar da qualidade indiscutível de El Boliche de Alberto, queremos um restaurante mais tranquilo, estilo bistrô, mas com a carne tão boa quanto, certo? Nesse caso, recomendamos muito dois deles.

Começamos pelo Alto El Fuego. Uma cabana de madeira é refugio de parrilleras e parrilleros de primeira. Ojos de bife, bifes de chorizo, provoletas a parrilla… E uma bela adega abrigada no subsolo. No Alto El Fuego, o clima é amistoso, acolhedor e informal. Uma lugar para ir despreocupado e comer carne no mais alto nível como se estivesse entre amigos. As sobremesas em potes de vidro são deliciosas. Experimente!

6.4- Alta gastronomia patagônica

Quando falamos de gastronomia patagônica, muitos pensam que ela se resume a uma culinária rústica, tradicional e provinciana. Que, aliás, adoramos! Mas em Bariloche há o lado sofisticado também. Graças à criatividade de grandes chefs, o patagônico é renovado, inovado e dialoga com a gastronomia contemporânea e internacional.

Neste contexto, recomendamos muito dois restaurantes onde a gastronomia atinge sua máxima expressão, com muita originalidade, mas sem perder a autenticidade e regionalidade, inclusive nos ingredientes: Quiven e Butterfly. Reserve a sua mesa e permita-se experimentar e se surpreender. E, sim, nestes dois restaurantes, só com reserva.

Comandado pelo renomado chef Pablo Quiven, o restaurante Quiven fica numa bela casa, à beira do lago Nahuel Huapi, no km 19 do Circuito Chico. E aqui você vai comer com os 5 sentidos. O menu de passos do Quiven é uma sucessão de experiências estéticas surpreendentes. E experimentar é a melhor forma de desbravá-la.

O empratamento é pura arte em processo.

6.5- Truta patagônica

Outra iguaria que não se pode deixar de experimentar para completar qualquer checklist em Bariloche é a truta patagônica. Quase todos os restaurantes que indicamos aqui têm pratos excelentes com este peixe no menu. Mas vamos recomendar um especialista em trutas.

De volta à boa comida caseira e regional, o Criadero de Truchas Colonia Suiza é a nossa recomendação. Localizado na Colonia Suiza, no Circuito Chico, o restaurante especializado em trutas tem seu próprio criadouro à beira do lago. Mais fresco impossível!

Em um ambiente bem patagônico, rústico, cálido e acolhedor, você vai descobrir como a simplicidade é uma excelente truta fresca fazem uma bela refeição.

6.6- Casas de Chá

O que poderia ser mais outono em Bariloche do que apreciar aquele chá das cinco? Bariloche tem casas de chá incríveis. Bellevue, Paila Co, Chiado, Equs Casa de Té Galés… A grande maioria fica nos Kms da Avenida Bustillo. Deliciosos chás, bolos, biscoitos, tortas, scones, pães, brioches, aimeudeus… Tudo com os deliciosos chocolates e abundantes frutos vermelhos e dos bosques patagônicos, tão comuns em Bariloche e tão raros e a preço de luxo no Brasil. Mas essa não é uma experiência somente gastronômica. Estas casas de chá ficam refugiadas em lugares bucólicos, em lindas paisagens, perfeitas para apreciar o outono.

Vamos começar com o majestoso chá galês na Equs Casa de Té Galés, ou Equs Casa de Chá Galesa.

Nossa última recomendação, embora lembremos que existem outras ótimas casas de chá, é a agradável Chiado, também nos Kms da Avenida Bustillo.

Casa de chá Chiado em Bariloche
Casa de Chá Chiado, no Circuito Chico.

Com tudo que uma casa de chá em Bariloche tem direito, a Chiado também oferece deliciosos brunchs. A vista e o clima bucólico são parte da atração. É um lugar por excelência para se aconchegar e passar uma linda tarde.

6.7- Cervejas artesanais

Bariloche virou uma região onde a cerveja artesanal encontrou o seu lugar. Receitas familiares de antigos povoadores europeus na região encontrou as modernas técnicas, experimentalismos e criatividade das novas gerações. Bariloche apinhada de pubs, bares e microcervejarias artesanais. Na maioria delas você não vai encontrar muita tranquilidade. Ao contrário, costumam ser lugares mais movimentados. Mas um pouquinho de agito também vai bem, não? Vale você descobrir as suas preferidas, mas recomendamos muito a Manush, a Gilbert, a Wesley (tem o pub e a fábrica) e a Patagonia. Você pode conhecer três delas em um tour cervejeiro artesanal.

6.8- Vinhos argentinos e patagônicos

Tomar um bom vinho argentino, acompanhado de uma deliciosa picada, certamente combina muito com o outono. E Bariloche é uma taça cheia para quem gosta de um bom vinho. Você não vai encontrar a mesma variedade que tem no Brasil em termos de nacionalidades. Quase todos os vinhos nas adegas, vinotecas e até restaurantes são argentinos. E está ótimo que seja assim. O custo-benefício de um vinho argentino será sempre muito superior a qualquer estrangeiro estando na Argentina.

É claro que você vai poder aproveitar para degustar e levar pra casa as melhores bodegas mendocinas a preços inacreditáveis comparados com o que pagamos no Brasil. Mas aproveite também para experimentar o vinhos patagônicos como os da bodega Noemia, da Família Schroeder ou Humberto Canale. Os da bodega Noemia já estão se tornando queridinhos no mundo do vinho e conhecidos no Brasil.

Bariloche tem diversas vinotecas. Mas o nosso lugar preferido para comprar e degustar é a Cava Patagonica, que também está na Galería del Sol, onde está a nossa agencia. Esta loja de vinho também oferece degustações privativas, vale muito a pena esta experiencia

6.9- Outras sugestões

A diversidade gastronômica de Bariloche é enorme, principalmente para uma cidade tão pequena. Aqui, o nosso foco foi mostrar uma gastronomia e ambientes dentro da nossa proposta para o outono: tranquilo, aconchegante, atencioso. Mas a cidade oferece opções que vão de restaurante mexicano a pub movimentados e até boas opções para vegetarianos. Não deixe de ler a nossa matéria sobre onde comer em Bariloche.

No centro de Bariloche, um lanche nas chocolaterias é parada obrigatória: Mamuschka, Rapa Nui e a Frantom são três boa opções para fazer um lanche.

Se é amante de café de excelência, não deixe de conhecer o Café Delirante ou The Coffee Store, ambos na Mitre.

Para uma boa massa, escolha o Nebiollo ou o L’Italiano.

Paradas obrigatórias também são a confeitaria do Cerro Campanario, que você vai conhecer durante o Circuito Chico, e a clássica confeitaria giratória do Cerro Otto.

Confira a localização de todas as recomendações gastronômicas que fizemos até aqui no mapa abaixo feito especialmente para o nosso guia de outono em Bariloche.

7- O que vestir no outono em Bariloche

O que vestir no outono em Bariloche? Ora, é outono! Seja romântico! Vista-se para se sentir bem e não se esqueça do conforto.

Ok! Sejamos práticos. No outono, é importante fazer a mala com roupas confortáveis e versáteis. Lembre-se: se o clima na Patagônia já é bem temperamental, no outono mais ainda. Proteção, leveza, conforto e versatilidade. É isso que tem que levar na mala. Como?

Antes vamos lembrar da regra das 3 camadas para se vestir adequadamente no frio e saber como adaptá-la ao outono:

Camada 1: segunda pele, feita normalmente com tecido microtexturizado (nada de tecido natural como algodão), fica junto à pele. O objetivo dessa primeira camada é manter o corpo seco, não deixar o suor em contato com a pele, transferindo a umidade para as camadas externas.

Camada 2: aquecimento. Normalmente se usa o chamado fleece. O objetivo é manter o corpo aquecido e também transferir a transpiração para a camada externa.

Camada 3: impermeável. Ao mesmo tempo que é respirável, para deixar o suor sair e evaporar, essa camada é impermeável ao ambiente e te protege do vento, da chuva, da neve. Umidade pode sair, mas não entra.

Assim teríamos: segunda pele + fleece + jaqueta impermeável.

Quanto mais para o final do outono você for (maio, junho) e quanto mais alta ou mais agreste a região, mais as 3 regras valem.

Como adaptar as 3 camadas ao outono

No outono, eu costumo dispensar a primeira camada, ou seja, a segunda pele. A não ser que esteja muito frio e você vá fazer alguma atividade física em que possa suar. Se tem atividade física no frio envolvida, esqueça o seu lado fashion e priorize totalmente o lado esportivo, o conforto e a regra das 3 camadas. Suor dentro da roupa não é nada legal…

Barilochense ou porteño?

Se você está na cidade ou em um passeio contemplativo, sem atividade física, pode dispensar a segunda pele usar tecidos naturais, algodão, uma camiseta, uma blusa. A segunda camada pode não ser um fleece, mas um pullover de lã, assim como a terceira camada pode ser um blazer, sobretudo, algo mais urbano. O barilochense não gosta disso. Prioriza conforto, roupas técnicas, esportivas, funcionais e leves. Você decide: mais Bariloche ou mais Buenos Aires?

Eu vou mais com os barilochenses. Gosto muito de usar aqueles casacos de frio mais técnicos, impermeáveis, que protegem muito bem e sem pesar. Muitos deles já vêm com a segunda (fleece) e terceira camadas. Esse tipo de casaco, no dia a dia, eu uso até só com camiseta, camisa ou blusa por baixo. Assim você tem só 2 peças! Na cidade é super prático. Ao chegar em um restaurantezinho bacana com calefação (que em Bariloche costuma ser muito quente!), é só tirar o casaco e está de camisa ou com a roupa mais confortável e estilosa que preferir, como se estivesse no Rio de Janeiro , Salvador ou Buenos Aires.

Quanto mais para o final do outono, mais frio vai ficando e rola até a chance de curtir uma nevada. Mas lembre-se sempre da regra das 3 camadas. Não para que sempre ande com as 3 camadas, mas para que não vista 4, 5 ou 6! Leveza é fundamental…

O que vestir no outono em Bariloche
Foto: Mirella Cabaz.

Acessórios

Tenha sempre disponível cachecol, toca e, se for friorento, luvas e meias para o frio. Certifique-se de que suas luvas funcionam no touchscreen do seu smartphone! Não vai querer perder fotos de bobeira… Procure não exagerar, a não ser que seja muito friorento.

Se vai usar meias especiais para o frio e ainda uma bota com tecido mais quente por dentro, cuidado para não sentir muito calor nos ambientes internos. O ideal é que seja fácil tirar peça por peça até ficar confortável. Sapato, meias e segundas-peles não são possíveis de tirar em público.

Luvas, calcas e botas de neve não serão necessárias, a não ser em um dia com neve extraordinária em que você vá à montanha.

Seja prevenido ao arrumar a mala, mas priorize peças coringas confortáveis, fáceis de combinar e versáteis para o frio. Não leve mil coisas que pode nem usar. Pense sempre no que vai deixar de levar de chocolate e outras delícias para cada peça inútil e pesada de roupa.

8- Conclusão

Esperamos ter conseguido passar neste guia de outono toda a beleza e vantagens de conhecer o destino nesta estação tão especial. Acreditamos que esta é uma viagem que os brasileiros precisam descobrir, por todos os seus encantos, preço mais baixo e uma qualidade maior na atenção e nos serviços em muitos lugares que durante a alta temporada podem estar lotados, com filas e pouca atenção.

Em resumo, Bariloche no outono é uma viagem única com mais qualidade e com preços melhores.

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Autor: Alejandro Sainz

Alejandro é irmão da Sabrina e sócio-diretor do Bariloche para Brasileiros. Músico e publicitário brasileiro e argentino, nasceu em Buenos Aires, mas cresceu e vive no Rio de Janeiro. Ficou tão deslumbrado quando conheceu a Patagonia e Bariloche, que compôs uma música chamada “Patagonia” com sua banda de rock, que virou disco e videoclip realizado apenas com filmagens da região. Seu lugar preferido é a estepe patagônica. Também é louco pelas cervejas artesanais, chocolates e tudo que é “ahumado” (defumado) da região: comida, cerveja, molhos etc.

15 pensamentos

  1. Meus parabéns por essa matéria de dar água na boca! Estive em Bariloche em 2015 e fiz todos os passeios com vocês e fomos muito bem atendidos. Infelizmente, era para nós voltarmos este ano, mas devido à pandemia, não foi possível, porém estaremos de volta em 2021, se Deus quiser! Bariloche para Brasileiros sempre preocupada em informar ao máximo seus clientes, com muito carinho e dedicação.

    1. Oi, Cristiane! Muito obrigado pelas suas palavras! Ficamos muito felizes que tenha gostado do Guia de Outono. Logo logo vamos lançando os próximos. E te esperamos em 2021! Abraço!

  2. Que ótima matéria! Bela seleção de fotos também. Estamos planejando viajar no próximo outono, depois de um adiamento de dois anos causado pela pandemia. Esse artigo vai nos ajudar com as dicas que deixaram, muito obrigado!

  3. Artigo completo…adorei. Conheci Bariloche no verão e agora quero visitar no outono.

  4. Alejandro, me encanto tu post, hay otra opcion de trufas en la colonia? esta buenísimo el lugar que recomendaste con criadero propio, pero veo que esta cerrado.. tenes alternativas? gracias!!

    1. Hola, Sandra. A veces estes locales son sazonales. Pero, sí, hay muchos sitios en Colonia Suiza y por Bariloche para comer buenísimas truchas. Es una especialidad local.

  5. Olá Alejandro! Quero parabenizar pelo post, muito detalhado, completo! Me aliviei quando li, pois comprei passagem essa semana para ir a Bariloche em 29 de Abril de 2024, depois fiquei com muito receio se era uma boa época, se choveria ou eu conseguiria aproveitar a cidade. Gostei muito do texto, me deu mais confiança. Aproveito para irar uma duvida contigo, irei fazer a travessia para Puerto Montt no CruceAndino, vale a pena o passeio? E é bom comprar pelo site ou é possível comprar na cidade de Bariloche?
    Desde já agradeço muitíssimo as informações! Abraços!

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