Primavera em Bariloche: guia e dicas de turismo

Como é Bariloche na primavera? Ainda tem neve? Todas as dicas de turismo incluindo clima, como se vestir, gastronomia, passeios, o que fazer e lindas paisagens

Guia da Primavera Bariloche para Brasileiros

Resumo do Guia de Primavera

Quando: de 21 de setembro a 22 de dezembro.

Características: a primavera se inicia ainda com neve acumulada, mas já em degelo. Rios e lagos se alimentam do derretimento da neve, a natureza floresce, época das flores e das cores.

Eventos importantes: Bariloche a la Carta (outubro), 1000 Millas Sport e Festa das Coletividades Europeu-argentinas (novembro).

Primavera em Bariloche
Cerro Tronador, Bariloche. Foto: Facundo Vital.

Sumário

Lago Mascardi em Bariloche, durante a primavera.
Lago Mascardi em Bariloche. Foto: Anna Manoela.

Porque viajar a Bariloche na primavera

Sabe a imagem de exuberância e beleza magnífica da natureza com toda sua força romântica e explosão de cores e vida que constroem em nossa imaginação desde crianças em desenhos, filmes e histórias? Pois prepare-se para ver a realidade superar a sua imaginação, quando passar a primavera em Bariloche.

As cores da primavera na Patagônia.
Foto: Abraham Vera.

Sabe o que é ver a vida aflorar após o inverno em uma região de lagos e montanhas que estiveram cobertas de neve? Na primavera o degelo alimenta rios e lagos e as veias da mãe natureza que desperta para nos encantar. Desculpa, estou meio hippie e até piegas, mas é impossível descrever a primavera em Bariloche de outra maneira.

Família de cauquenes em Bariloche. Vídeo: Bruno Grande.

A primavera é a estação do ano que tem a maior variedade de cores e de paisagens. Ainda há neve. Ainda pode nevar como no inverno. A primeira vez que vi neve em Bariloche foi justamente no começo da primavera, finalzinho de setembro. Quando saí de casa e olhei para o Cerro Otto, ele estava inteiramente branco. Mas também há lindos dias de sol como no verão, fazendo brilhar lagos cristalinos e os cumes nevados nas montanhas. Na primavera, espere ser surpreendido pela natureza. Ela está em pleno movimento e florescer e você pode ser facilmente supreendido.

Bariloche: Refúgio López no Cerro López no início da primavera.
Foto do refúgio López, no cerro de mesmo nome, em meio a muita neve, no início da primavera. Foto: Andrés Molina.

Portanto, venha a Bariloche curtir a primavera para apreciar estas belíssimas paisagens e ter contato com a natureza. Todos os passeios clássicos, tanto terrestres quanto os de lago são belíssimos nesta estação. Vale sempre lembrar que Bariloche é a Capital Nacional do Turismo de Aventura. E a primavera é época perfeita para cavalgadas, rafting, trilhas, canopy (tiroleza), pesca, stand up paddle etc.

Caiaques no lago Nahuel Huapi durante a primavera em Bariloche.
Caiaques no lago Nahuel Huapi. Foto: Martiicano.

A gastronomia de Bariloche que é uma grande atração em qualquer época do ano, na primavera é ainda mais especial. Em outubro, acontece o Bariloche a La Carta, evento que transforma a cidade no principal polo gastronômico do país por uma semana com dezenas de restaurantes e atraindo renomados chefs. Um grande circuito gastronômico com feira, worshops, pratos especiais e muitos eventos que se espalham por Bariloche.

Bariloche na primavera em detalhes

Como é o clima na primavera

A primavera vai de cerca de 21 de setembro a 22 de dezembro. Entre estas duas datas, há toda transformação da primavera. Os dias vão ficando com mais horas de sol, a temperatura subindo e as precipitações e nebulosidade reduzindo.

Lago em Bariloche. Vídeo: Anna Manoela.

Final de setembro a início de outubro

O final de setembro marca o fim do inverno com o início do degelo e da primavera. Neste início, ainda há neve e até algumas atividade de neve. As atividades de ski e snowboard no Cerro Catedral, por exemplo, têm acontecido até o primeiro terço de outubro.

Bariloche no início da primavera.
Bariloche no início da primavera. Foto: Andrés Molina.

Assim, quem viaja de 21 de setembro até cerca de 10 de outubro, pode se preparar para frios quase invernais e até para esquiar ou fazer passeios na neve. Claro, com o início do degelo, a qualidade da neve não é a mesma da alta temporada de inverno. No entanto, as temperaturas mínimas ainda podem ir abaixo de zero. As máximas, comparadas ao inverno, sobem e podem chegar até os 15ºC.

Tempestade de neve na primavera. Vídeo: Anna Manoela.

Outubro

Em outubro ainda faz frio, com grande amplitude térmica. As temperaturas mínimas podem chegar a ser negativas e as máximas podem rondar os 20°C. Diminuem as precipitações de neve e chuva. Maiores rajadas de vento e início da baixa temporada. O dia amanhece cada vez mais cedo e o sol se põe cada vez mais tarde. No início de outubro o sol nasce pouco por volta de 7h20 e se põe pouco antes das 20h. No final de outubro, nasce cerca de 6h30 e se põe quase 20h30.

Rio Limay, estepe patagônica.
Rio Limay cruzando a estepe, próximo a Dina Huapi. Foto: Andrés Molina.

Novembro

Em novembro há uma tendência de fortes ventos vindos do oeste com aumento progressivo da temperatura. Diminuem as precipitações. Grande amplitude térmica durante o dia e média de temperatura próxima aos 10°C/15°C. Já não há nenhuma chance de qualquer atividade de neve. Mas é possível subir o teleférico do Cerro Catedral e ver um pouco da neve ainda acumulada no alto da montanha, já em processo de derretimento. No final de novembro, o sol já nasce cerca das 6h e se põe quase às 21h!

Dezembro

Em dezembro a primavera já é quase um verão! Dias mais quentes e ensolarados, temperaturas máximas que podem ultrapassar os 20°C e mínimas que podem chegar a menos de 10°C. Podem ocorrer frentes frias ocasionalmente, diminuindo bastante a temperatura. Mês com maior tempo de luz solar. Às 21h da noite ainda é como se fosse dia. O sol só vai embora definitivamente quase às 22h. O final da primavera e início do verão é o ápice do tempo de luz solar plena, com mais de 15h de luz do sol, sem contar crepúsculo e alvorada. Transição da baixa temporada para a alta temporada de verão (no final do do mês).

Para mais detalhes, veja o nosso texto sobre como é o clima em Bariloche em cada época do ano.

Bariloche na primavera. Vídeo: Anna Manoela.

O que fazer

Resumidamente, é importante saber em que época da primavera você vai viajar a Bariloche. Dependendo disso, alguns passeios que você pode fazer estarão disponíveis ou não. Ou serão mais ou menos indicados.

Bariloche na primavera.
Bosque em Bariloche. Foto: Bruno Grande.

Por exemplo, no início da primavera, de 21 de setembro a até o início de outubro, você poderá fazer ainda alguns passeios de inverno.

Na segunda semana de outubro, a grande atração é o Bariloche a La Carta (Balc), uma semana gastronômica que movimenta toda a cidade.

Em novembro já é possível fazer o passeio Circuito Grande e é uma ótima época para El Bolsón e Lago Puelo também.

Circuito Grande. Rio Limay e estepe patagônica.
Circuito Grande: rio Limay atravessa a estepe patagônica. Foto: Andrés Molina.

Quanto mais a primavera se aproxima do verão, ao longo de novembro e dezembro, atividades de aventura são uma ótima opção. E, muitos não sabem, Bariloche é a Capital Nacional do Turismo de Aventura.

Passeios terrestres

Circuito Chico – City tour clássico de Bariloche. Obrigatório e inclui uma das mais belas vistas do mundo, no Cerro Campanario.

Bahía de los Troncos, Circuito Chico, Bariloche.
Bahía de los Troncos no Circuito Chico. Foto: Facundo Vital.

Cerro Catedral – A maior estação de ski da América Latina. No começo da primavera é até possível poder curtir a neve, até início de outubro. Mas mesmo fora da temporada de ski, é possível conhecer a montanha e sua lindas paisagens.

Cerro Tronador e Ventisquero Negro – Passeio perfeito para a primavera, onde podemos ver a natureza e o degelo em seu esplendor. Perceber o ciclo natural da região e como rios e lagos se formam a partir do derretimento das geleiras. Tudo isso transitando por paisagens naturais arrebatadoras.

San Martín de los Andes pela Rota dos 7 Lagos – Mais um passeio onde todo o esplendor da natureza e da região do Distrito de Lagos nos encanta. E onde conhecemos Villa La Angostura e San Martín de los Andes.

Rota dos Sete Lagos na primavera.
Rota dos Sete Lagos. Foto: Gus Arias.

El Bolsón y Lago Puelo – A cidadezinha hippie de montanha da Patagônia localizada no meio de um belíssimo vale. E o caminho até lá é lindo. Conhecemos ainda o Lago Puelo, atravessando de Río Negro para a província de Chubut.

El Bolsón na primavera.
El Bolsón. Foto: Silvina Speratti.

Cerro Bayo y Villa La Angostura (até início de outubro) – Um passeio para quem for no início da primavera. Nele conhecemos Villa La Angostura e sua estação de ski boutique, Cerro Bayo.

Circuito Grande (a partir de novembro) – É um passeio pouco conhecido dos brasileiros. Mesmo assim, se você vai a Bariloche no período de novembro a março do ano seguinte, é um passeio dos que consideramos essenciais de se fazer. Nele são percorridos quase 250 quilômetros por diferentes ambientes típicos da Patagônia (bosques, lagos, montanhas, rios e a estepe e suas formações de origem vulcânica). Neste mesmo passeio é também possível conhecer outras duas pequenas vilas que pertencem a província de Neuquén: Villa Traful e Villa La Angostura.

Cerro Otto – Belo passeio que pode ser feito por conta própria ao teleférico Cerro Otto para conhecer a confeitaria giratória.

Campo de Tulipas na Península San Pedro

A Chácara Danúbio é um lugar encantador que está localizado dentro da península San Pedro, a meia hora do centro de Bariloche. A chácara é um projeto da família Smekal, que há décadas se dedicam ao cultivo de tulipas e outras flores. Podemos dizer que este lugar é um pequeno paraíso dentro do paraíso. Um recanto cheio de história, beleza e dedicação.

Campo de tulipas na primavera em Bariloche. Chacra Danubio.
Campo de Tulipas da Chacra Danibio. Foto: Marcela Ferreyra

O cultivo e a plantação de tulipas dura todo o ano e começa a florescer no final de setembro e em outubro. Por isso, o mês de outubro é quando o campo está florescido. Este é o momento ideal para visitar.

1000 Millas Sport

No final de novembro, acontece em Bariloche o 1000 Millas Sport, uma corrida de carros vintage de luxo. Mais que uma corrida é um belíssimo desfile e exposição da história do automobilismo.

Passeios lacustres

A primavera é uma época linda para apreciar as navegações de lago e suas paradas com natureza exuberante. Difícil será escolher entre a navegação Puerto Blest e Cascata de los Cántaros ou Isla Victoria e Bosque de Arrayanes. Todas com paisagens e paradas surpreendentes.

Turismo de aventura

A primavera é a estação ideal para buscar o contato mais próximo com a natureza e senti-la de perto. Você vai entender porque Bariloche é a Capital Nacional do Turismo de Aventura.

Cavalgada La Fragua
Sabrina na cavalgada La Fragua.

São muitas opções como trekking, rafting, canopy, cavalgada entre outras. Todas estas atividades são mais recomendadas a partir de novembro e em dezembro, no final da primavera.

Trilhas: a experiência da natureza ainda mais próxima

Para ter um contato ainda mais próximo e íntimo com a natureza, Bariloche tem dezenas de trilhas com todos os níveis de dificuldades. Muitas delas são de baixa dificuldade, como a trilha do Cerro Campanario, que é uma caminhada de apenas 1 km, embora com um desnível de 240 metros. Ou ainda a Trilha do Lago Escondido y Bahía los Trocos, com 1,8 km de distância e apenas 42 metros de desnível.

Veja a grande variedade de trilhas fáceis nos arredores de Bariloche (distância/desnível):

  • Trilha ao Cerro Llao Llao (4km/229m)
  • Trilha ao Puente Romano y Bahía Tacul (3,4km/91m)
  • Trilha Arrayanes (3km/35m)
  • Trilha Lago Escondido y Bahía los Trocos: distância:1,8km / desnível: 42m
  • Trilha do Cerro Campanario (1km/240m)
  • Trilha a Pedra de Habsburgo no Cerro Otto (3,5km/84m)
  • Cabeceira Sul Lago Gutierrez (5,1km/85m)
  • Seccional Lago Gutiérrez – Playa Muñoz (5,6km/170m)
  • Seccional Lago Gutiérrez – Mirador del Lago (1,4km/178m)
Lago Roca em Bariloche.
Lago Roca em Bariloche. Foto: Anna Manoela.

Para os mais aventureiros, desbravadores e bem preparados fisicamente, não faltam trilhas de dificuldade mediana, alta e muito alta, algumas com 2 dias de duração e pernoite em refúgios, até viagens de 4 ou 5 dias. Claro, para que se aproveite melhor, sempre recomendamos que qualquer trilha seja feita com um guia de montanha profissional. Para as trilhas mais difíceis, esse profissional é indispensável e até mandatório. Também pode ser necessário fazer o registro da trilha na Administração de Parques Nacionais. O registro é gratuito.

Para conhecer a grande diversidade de trilhas de Bariloche e todos os detalhes importantes, confira o site do Bariloche Trekking.

Pampa Linda e Refúgio Agostino Rocca. Foto: Bariloche Trekking.

Cavalgadas

Outra forma de contato bem próximo com a natureza é montado em um cavalo. Imagina você, com um lindo poncho, gaucho ou amazona, cavalgando pela estepe e comendo um “asado” tradicional ao fim? Já fizemos um post aqui sobre a Cavalgada La Fragua.

Cavalgada La Fragua
Cavalgada La Fragua pela estepe.

Outra cavalgada que recomendamos muito é a Los Baqueanos, que acontece nos bosques nativos de Bariloche. La Fragua e Los Baqueanos são realizadas em paisagens muito diferentes e, para quem gosta de cavalgar, pode valer a pena fazer as duas.

Passeios de neve na primavera (até início de outubro)

No início da primavera, do final de setembro até começo de outubro, ainda é possível fazer alguns passeios de neve e curtir um final de temporada. Os mais garantidos são Nieve al Límite, Snowcat e Caminhada à Lagoa Congelada.

Como já dissemos, também pode ser possível pegar neve no Cerro Catedral ou no Cerro Bayo, quem sabe até esquiar!

Reservas de passeios online

Você pode ver uma descrição mais detalhada e reservar todos os passeios online em nosso ecommerce destinosul.com.br.

Dicas de gastronomia

A gastronomia é sem dúvidas uma das grandes atrações de Bariloche. A Sabrina já deixou ótimas dicas sobre onde comer em Bariloche aqui no blog. Você também pode ver as nossas recomendações gastronômicas para outono, que servem perfeitamente para a primavera.

No entanto, na primavera, especialmente na segunda semana de outubro, é quando a gastronomia de Bariloche floresce com toda sua força. Estamos falando da importantíssima semana gastronômica, Bariloche a La Carta (BALC).

Bariloche a la Carta 2019.

Bariloche a La Carta (BALC)

Quer aproveitar o melhor momento da gastronomia barilochense, patagônica e argentina? Então marque sua viagem a Bariloche para a segunda semana de outubro, em plena primavera.

O Bariloche a La Carta é uma semana gastronômica com a participação de diversos chefes renomados de Bariloche e da Argentina. Dezenas de restaurantes criam pratos e promoções especiais. O evento conta ainda com uma grande feira gastronômica, concurso, workshops, master classes, food trucks, shows ao vivo e muitos mais.

Picnic: dicas e lugares perfeitos em Bariloche!

A primavera é o início da “temporada ao ar livre”. Uma época perfeita para um belo picnic. E Bariloche une tudo que um picnic perfeito precisa: lugares lindos e tranquilos, natureza, clima perfeito, belas paisagens e opções deliciosas de lanchinhos para comprar e levar (take away).

Picnic da Sabrina à beira do Nahuel Huapi no centro de Bariloche.

Imagina parar numa praia de lago, colada a um bosque e a visão de montanhas nevadas no horizonte. Estenda sua toalha no chão e fique aí horas, relaxando, ouvindo e admirando a natureza enquanto fazer um delicioso picnic.

Mais um picnic da Sabrina, dessa vez em Puerto Petunia.

Onde fazer seu picnic

O centro de Bariloche é cheio de lugares excelentes para um picnic. Toda o litoral do lago tem mini prainhas além de duas praias principais: a que fica perto do letreiro e a praia Centenário. Outras praias para curtir o seu picnic são Playa Bonita, Playa Melipal, Lago Gutiérrez e Bahía López. Villa tacul, no parque municipal bosque Llao Llao, também é uma excelente opção.

Onde comprar e levar as comidinhas para o seu picnic

O picnic pode ser um chá das 5, um café da manhã, um brunch, uma “picada” (tábua de frios) com um bom vinho ou cervejas artesanais.

Em Bariloche as casas de chá, patisseries, confeitarias e delicatessens oferecem boxes perfeitos para levar e fazer seu picnic. Recomendamos muito os sanduíches de miga do La Casita de Mani, os boxes de patisserie da Benita ou da Mamushcka, empanadas da Punto Empanadas ou picadas da La Quesería.

Bariloche Beer Experience

Uma das experiências gastronômicas que não pode faltar na primavera é o tour cervejeiro artesanal Bariloche Beer Experience.

Cervejaria Patagonia em Bariloche.
Cervejaria Patagonia, uma das atrações do tour cervejeiro. Foto: Maty Ibañez.

Conheça 3 fábricas de cerveja artesanal, cada uma com sua personalidade e localizadas no Circuito Chico. Um tour para apreciar e celebrar a primavera e a natureza com as melhores cervejas de Bariloche e lindas paisagens.

O que vestir em Bariloche na primavera?

Dependendo da data da sua viagem a Bariloche na primavera, as recomendações do que vestir podem variar consideravelmente.

No início da primavera, final de setembro e início de outubro, segue é bem frio. As temperaturas mínimas ainda podem chegar a ser negativas. Por isso, você pode precisar de roupas de neve, dependendo do passeio ou da atividade. Recomendamos alugar e explicamos o porquê mais adiante.

Bariloche de noite na primavera.
Lago Nahuel Huapi: Brazos Tristeza e Blest. Foto: Facundo Vital.

Por outro lado, de meados de outubro em diante, dificilmente haverá alguma atividade ou passeio com neve operando. A roupa de neve não será mais necessária. No entanto, é sempre bom estar preparado para o frio em Bariloche, principalmente à noite.

Nos meses de novembro e dezembro, as temperaturas podem oscilar de máximas de 20ºC/25ºC a mínimas que podem chegar aos 5ºC ou até próximas a zero. Vale sempre lembrar que o clima na Patagônia é bem caótico e frentes frias podem deixar a primavera com cara de inverno numa virada de tempo. Por outro lado, esteja preparado até para pegar uma praia de lago!

Lago cristalino em Bariloche.
Foto: Anna Manoela.

Para evitar roupas pesadas e desconfortáveis no frio, é importante entender a regra das 3 camadas e até como adaptá-las. Vamos a elas:

Camada 1: segunda pele, feita normalmente com tecido microtexturizado (nada de tecido natural como algodão), fica junto à pele. O objetivo dessa primeira camada é manter o corpo seco, não deixar o suor em contato com a pele, transferindo a umidade para as camadas externas.

Camada 2: aquecimento. Normalmente se usa o chamado fleece. O objetivo é manter o corpo aquecido e também transferir a transpiração para a camada externa.

Camada 3: impermeável. Ao mesmo tempo que é respirável, para deixar o suor sair e evaporar, essa camada é impermeável ao ambiente e te protege do vento, da chuva, da neve. Umidade pode sair, mas não entra.

Assim teríamos: segunda pele + fleece + jaqueta impermeável.

Como se vestir no inverno em Bariloche

Na primavera, principalmente a partir de meados de outubro, novembro e dezembro, você pode dispensar a primeira camada, ou seja, a segunda pele. A não ser que esteja muito frio e você vá fazer alguma atividade física em que possa transpirar. Se tem atividade física no frio envolvida, esqueça o seu lado fashion e priorize totalmente o lado esportivo, o conforto e a regra das 3 camadas. Suor dentro da roupa não é nada legal…

o que vestir no outono em Bariloche
Todo à vontade no interior, mas as jaquetas de plumas penduradas ao fundo.

Barilochense ou porteño?

Se você está na cidade ou em um passeio contemplativo, sem atividade física, pode dispensar a segunda pele e usar tecidos naturais como algodão, uma camiseta, uma blusa. A segunda camada pode não ser um fleece, mas um pullover de lã, assim como a terceira camada pode ser um blazer, sobretudo, algo mais urbano. O barilochense não gosta disso. Prioriza conforto, roupas técnicas, esportivas, funcionais e leves. Você decide: mais Bariloche ou mais Buenos Aires?

Eu vou mais com os barilochenses. Gosto muito de usar aqueles casacos de frio mais técnicos, impermeáveis, que protegem muito bem e sem pesar. Muitos deles já vêm com a segunda (fleece) e terceira camadas e feitos de forma técnica para lidar impermeabilizar sem reter transpiração. Esse tipo de casaco, no dia a dia, eu uso até só com camiseta, camisa ou blusa por baixo. Assim você tem só 2 peças.

Na cidade é super prático. Num dia frio, ao chegar em um restaurantezinho bacana com calefação (que em Bariloche costuma ser muito quente!), é só tirar o casaco e está de camisa ou com a roupa mais confortável e estilosa que preferir, como se estivesse no Rio de Janeiro , Salvador ou Buenos Aires. Por fora “Bariloche”, por dentro “Buenos Aires”.

O que vestir no outono em Bariloche
Foto: Mirella Cabaz.

Acessórios

Tenha sempre disponível cachecol, toca e, se for friorento, luvas e meias para o frio. Certifique-se de que suas luvas funcionam no touchscreen do seu smartphone! Não vai querer perder fotos de bobeira… Procure não exagerar, a não ser que seja muito friorento.

Luvas, calcas e botas de neve não serão necessárias, a não ser em um dia com neve extraordinária em que você vá à montanha no início da primavera. Nesse caso, alugue.

Seja prevenido ao arrumar a mala, mas priorize peças coringas confortáveis, fáceis de combinar e versáteis para o frio e até para uma praia de lago num dia mais quente. Não leve mil coisas que pode nem usar. Pense sempre no que vai deixar de levar de chocolate e outras delícias para cada peça inútil e pesada de roupa. Levar um bom casaco técnico é a melhor escolha e vai sempre te salvar em qualquer situação.

Roupa de neve: comprar ou alugar?

Nós recomendamos que as roupas de neve sejam alugadas. Se você não é um viajante frequente para destinos de neve, não faz muito sentido comprar roupas de neve e perder tanto espaço na mala. Confira a nossa matéria sobre aluguel de roupa de neve para saber de tudo.

Abelhas trabalhando na primavera. Vídeo: Anna Manoela.

Link úteis

Dicas para reservar o seu hotel: https://barilocheparabrasileiros.com.br/guia-de-hoteis-em-bariloche/

Dicas para passagens aéreas: https://barilocheparabrasileiros.com.br/2020/03/02/passagens-aereas-para-bariloche-guia-de-compra-e-dicas/

Que moeda levar a Bariloche: https://barilocheparabrasileiros.com.br/2020/01/13/dolar-peso-ou-real-que-moeda-levar-bariloche/

Dicas de roteiros: https://barilocheparabrasileiros.com.br/roteiros/

Guia de preços: https://barilocheparabrasileiros.com.br/2020/03/11/precos-em-bariloche-coca-cola-big-mac-cafe-agua-taxi-e-onibus/

Nosso ecommerce: https://destinosul.com.br/

Perguntas Frequentes: https://barilocheparabrasileiros.com.br/faq/

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Então escreve para atendimento@barilocheparabrasileiros.com.br e vamos te ajudar e manter você por dentro de tudo que importa para sua viagem à Bariloche.

Cerro López e Cerro Capilla em Bariloche.
Cerros López e Capilla. Foto: Facundo Vital.
Alejandro Sainz

Autor: Alejandro Sainz

Alejandro é irmão da Sabrina e sócio-diretor do Bariloche para Brasileiros. Músico e publicitário brasileiro e argentino, nasceu em Buenos Aires, mas cresceu e vive no Rio de Janeiro. Ficou tão deslumbrado quando conheceu a Patagonia e Bariloche, que compôs uma música chamada “Patagonia” com sua banda de rock, que virou disco e videoclip realizado apenas com filmagens da região. Seu lugar preferido é a estepe patagônica. Também é louco pelas cervejas artesanais, chocolates e tudo que é “ahumado” (defumado) da região: comida, cerveja, molhos etc.

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