Porque Bariloche é um dos melhores destinos para fugir da alta do dólar

Com o dólar em alta, o receio de viajar para o exterior é sempre muito grande. No entanto, Bariloche está entre os melhores destinos para compensar a situação econômica atual.

Antes de mais nada, temos que levar em consideração as três moedas em questão, quando se viaja para Bariloche: dólar, peso e real. Apesar de o real ter se desvalorizado cerca de 8,5% em 2018 frente ao dólar, o peso argentino se desvalorizou muito mais: cerca de 24%. Nos últimos 12 meses então, o dólar subiu 12,9% em relação ao real e 45,5% em relação ao peso argentino!

Assim, apesar de cair em relação ao dólar, o real se valorizou muito em relação ao peso, cerca de 22%. Por isso, a dica que já demos em outro post sobre que moeda levar à Bariloche continua ainda mais válida: leve dólar e real em notas altas. E o real pode realmente ser um bom negócio, pois você não precisa trocar por dólar, que está em alta. No entanto, mesmo com a alta do dólar no Brasil, as verdinhas ainda são as mais valiosas e desejadas em Bariloche e na Argentina. Principalmente em notas altas.

Destino Sul - Bariloche para Brasileiros
O câmbio na Argentina

O que compensa mais? Dólar ou real?

Como já dissemos, compensa levar as duas moedas em notas altas. Mas o dólar definitivamente será a moeda com a cotação mais vantajosa, principalmente no dólar blue. O real desvalorizou frente ao dólar, mas o peso desvalorizou muito mais. Ou seja, mesmo comprando dólar em alta no Brasil, ainda será um excelente negócio se você for gastá-lo na Argentina.

Com toda insegurança na economia do país, os argentinos recorrem ao dólar para garantirem suas economias. A economia argentina é altamente dolarizada. Diferentemente do Brasil, na Argentina é possível ter uma conta bancária em dólares. No passado, no Governo Menem, quando o peso despencou numa economia altamente dolarizada, grande parte dos argentinos perdeu muito dinheiro por terem suas reservas no banco em pesos. Hoje, com o Governo Macri pedindo ajuda ao FMI e os juros oficiais a inacreditáveis 40%, o fantasma voltou. Dessa forma, as casas de câmbio estão cheias de pessoas querendo trocar seus pesos por dólares. Claro, isso força ainda mais a alta da moeda estadunidense no país.

Bariloche e Argentina - alta do dólar
Com a crise econômica e a alta do dólar, o La Nación, um dos maiores jornais da Argentina, tem o termo “Dólar hoy” em seu título principal na busca do Google, na frente do nome do próprio jornal, o que mostra a enorme audiência e preocupação dos argentinos com a cotação da moeda americana.

Assim sendo, de modo geral, levar dólar compensa mais que o real. Mas não esqueça que para levar dólar, você terá que comprar dólar no Brasil e revendê-lo na volta. São duas operações de câmbio, onde se perde dinheiro. Uma boa sugestão é levar em dólar a quantia que você planeja gastar em Bariloche e uma “reserva” em reais. Assim, se você precisar gastar a sua reserva em reais em Bariloche, terá uma moeda forte frente ao peso. Caso não gaste, leva de volta ao Brasil sem precisar fazer um novo câmbio.

 

Principais jornais destacam Bariloche como excelente destino para fugir da alta do dólar

Em matéria do portal de notícias G1, que destaca o bom momento para se viajar a Bariloche, a economista Juliana Inhasz da Fecap explica que além do real perder menos valor em relação ao dólar, a inflação brasileira está controlada, entre 2% e 3% ao ano, diferente da situação na Argentina. Segundo a matéria, a projeção do FMI é que a inflação na Argentina termine o ano em 22,7%.

Na Folha de S. Paulo, a manchete é que esquiar no Chile e na Argentina está com desconto de até 30% para compensar a alta do dólar. Lembrando que em Bariloche temos o Cerro Catedral, a maior estação de ski da América do Sul. O Jornal O Globo também destacou Bariloche como um dos destinos para fugir da alta do dólar.

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Vale deixar claro que não temos a menor pretensão de dizer a você como deve planejar seus gastos. Apenas informamos com base no que conhecemos e vivenciamos para que você possa tomar a melhor decisão, que é sua.

Por isso, não deixe de acompanhar as atualizações do blog sobre a situação na Argentina, especificamente em Bariloche. Dona Neide, minha mãe e mãe da Sabrina, é a nossa fiscal de preços em Bariloche. Siga a atualização dela para os preços de produtos que servem de índice para se ter uma noção do custo Bariloche.

Para dúvidas ou reservas, escreva para: atendimento@barilocheparabrasileiros.com.br.

 

 

Autor: Alejandro Sainz

Alejandro é irmão da Sabrina e sócio-diretor do Bariloche para Brasileiros. Músico e publicitário brasileiro e argentino, nasceu em Buenos Aires, mas cresceu e vive no Rio de Janeiro. Ficou tão deslumbrado quando conheceu a Patagonia e Bariloche, que compôs uma música chamada “Patagonia” com sua banda de rock, que virou disco e videoclip realizado apenas com filmagens da região. Seu lugar preferido é a estepe patagônica. Também é louco pelas cervejas artesanais, chocolates e tudo que é “ahumado” (defumado) da região: comida, cerveja, molhos etc.

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